Trabalho no Campo

Luciano acordou chateado, tão chateado quanto estava quando foi dormir na noite anterior. O problema não era que ele teria que trabalhar naquele verão, na verdade, ele já planejava procurar um emprego, de qualquer maneira.  Mas o jeito com que seu pai tinha falado no dia anterior o irritou profundamente: “você começa a trabalhar na fazenda Folha Verde amanhã. Eu trabalhava quando tinha sua idade, você também pode trabalhar, vai ser bom pra você virar homem”.

  Enquanto Luciano dirigia para algum canto afastado que seu pai comprara com o propósito de fazê-lo “virar homem”, ele começou a rir, seu pau duro apertado contra o jeans enquanto se lembrava da foda com Jéssica na tarde do dia anterior.  Se ainda era preciso que o pai fizesse alguma coisa pra ele “virar homem”, então Jéssica não iria aguentar. Talvez ele devesse contar, ou até mostrar, ao pai.

Tudo o que ele sabia era que levaria cerca de 30 minutos de carro até a fazenda, e então ele teria que encontrar algum tiozão mané que seu pai tinha contratado para ajeitar o local. 

O pai provavelmente venderia a terra no final das férias, e teria um bom lucro com isso.  Era o estilo do pai, tocando em merda e transformando em ouro. Isso foi o que o tornara famoso, e a fama era tudo pelo qual o pai vivia. 

Luciano quase passou direto em uma interseção, mal reconhecendo a estrada de terra cruzando a rodovia como uma rota de transporte. Ele percebeu que aquela era a estrada de terra que ele procurava, fez o contorno, ainda perdido em seus pensamentos de raiva e desejo. Parecia que a estrada não era percorrida há anos, e alguns dos buracos lavados pelas chuvas pareciam crateras.

Finalmente ele visualizou um sobrado velho e achou que tinha encontrado o local.  Parou na entrada, saiu da caminhonete e caminhou até a morada, bateu e esperou. Não aconteceu nada. Bateu de novo. Ainda nada.

Luciano estava ficando cada vez mais chateado, parado lá esperando, quando ouviu — Você deve ser o Luciano. Eu sou o Jorge — e se virou para olhar. 

Dizer que Luciano ficou chocado seria um eufemismo.  O pai dissera que “o gerente do projeto” era um cara chamado Jorge da Silva.  “Gerente de projeto” soava velho, “Jorge da Silva” soava velho, então Luciano esperava um cara mais velho, provavelmente um perdedor o qual seu pai não tinha tido coragem de dispensar.  Em vez disso, Jorge era um jovem, nos seus 20 e poucos anos, cabelos e olhos castanhos, e um corpo que parecia que ele morava na academia. O cara era definitivamente muito gostoso, e Luciano ficou perplexo ao perceber o short extremamente apertado realçando os contornos daquele corpo.

continua…

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